Dienstag, 28. Februar 2017

Rússia: 1917 - 2017: 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro.-Rusia: 1917 - 2017: 100 Años de la Gran Revolución Socialista de Octubre





     inicioNº 184

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Rússia: 1917 - 2017: 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro
Ano XV, nº 184 - 2ª quinzena de Fev. e 1ª quinzena de Mar. de 2017    
Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo  


Às 22 horas de 25 de outubro* (7 de novembro) de 1917, o troar dos canhões do Cruzador Aurora, navio de guerra controlado pela Esquadra do Báltico, anunciou o desencadear da insurreição.

Dirigido pelo Partido Comunista da Rússia (bolchevique) – PCR(b), sob a chefatura do grande Lenin, por meio da violência revolucionária, o proletariado assaltou os céus. Os fuzis dos soldados vermelhos e das massas revolucionárias varreram impiedosamente o centro do velho império militar-feudal czarista e tomaram o Poder político para o proletariado. Triunfou a Grande Revolução Socialista de Outubro!

A Revolução de 1917 na Rússia abriu as portas da história da Humanidade para uma Nova Era: a era da Revolução Proletária Mundial.

Obra de uma luta titânica do proletariado por estabelecer o seu partido de vanguarda que teve em Lenin seu artífice e chefe inconteste.

Pela primeira vez, o proletariado, dirigido pelo Partido Comunista, triunfou em sua luta de morte contra o imperialismo e estabeleceu a ditadura do proletariado sobre a base da sólida aliança com as massas de camponeses, principalmente pobres, e demais classes revolucionárias.

Com este acontecimento monumental, cujo significado histórico universal determinou uma mudança radical em todo o desenvolvimento da sociedade contemporânea, foi marcado de forma indelével na história o fim da era do monopólio do poder político pela burguesia e demais classes exploradoras e o início de uma nova era de dura e prolongada batalha pela vitória do socialismo e do comunismo.

Como parte das celebrações do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro, publicaremos nas páginas do AND uma série de artigos marcando os principais acontecimentos do ano de 1917, dos preparativos à insurreição triunfante.

Triunfa a Revolução Democrática1

Em 1905, a primeira Revolução Russa havia sido derrotada e o país passara a viver sob o terror ainda maior da reação stolipyniana. O POSDR, Partido Operário Social-Democrata da Rússia (como se denominava a organização dos marxistas na Rússia) se dividira sobre como posicionar-se frente a revolução burguesa em curso no país. O partido de Lenin ainda não estava preparado para conduzir a revolução, mas iria tirar grandes lições. Embora derrotada a revolução, as ações armadas e greves seguiram ocorrendo até 1909. Porém, o partido fora desbaratado e com o avanço da contrarrevolução, a capitulação e a renegação do marxismo tomaram as suas fileiras. Como afirmara Stalin por ocasião dos funerais de Lenin, que este, ao contrário dos vacilantes, era um “homem de partido”, não perdera a fé na revolução e  afirmava que as contradições que fizeram eclodir a Revolução de 1905 não haviam sido resolvidas e que, tempo mais tempo menos, a situação revolucionária novamente eclodiria. Ou seja, que com os que se mantivessem firmes, combatendo a contrarrevolução, o partido estaria pronto para levar a revolução ao triunfo.

Lenin e seu fiel discípulo Stalin, que nunca mudaram de partido – bolcheviques toda a vida – apenas doze anos depois daquela derrota estariam à cabeça da primeira revolução socialista triunfante.

O ano de 1917 se iniciara com o Império Russo afundado numa profunda crise, o país estava exausto por quase quatro anos de guerra (Primeira Guerra Mundial). O descontentamento das massas se via aumentar extraordinariamente nas cidades e nos campos. Sucediam-se violentas insurreições camponesas contra a fome, a guerra e por terra; greves eclodiam nos centros industriais. Em fevereiro, o Comitê de Petrogrado do Partido Bolchevique convoca uma série de manifestações no aniversário de 2 anos da repressão aos deputados bolcheviques na Duma, que haviam sido condenados e degredados na Sibéria por se pronunciarem contra a guerra e exortarem as massas à derrota do próprio governo e a transformação da guerra imperialista em guerra civil revolucionária.

As ações tiveram início em 10 de fevereiro. Mais de 90 mil operários de 58 empresas tomaram as ruas agitando palavras de ordem formuladas pelos bolcheviques e entoando canções revolucionárias. Houve tentativas da polícia de prender manifestantes que foram firmemente rechaçadas pelas massas.

Nos dias 13 e 14 a agitação se estendeu para outras cidades. Em 17, operários deflagraram greve na fábrica metalúrgica Putílov, a que a administração reagiu fechando a empresa. O movimento de apoio aos operários da fábrica Putílov se fundiu com as greves aumentando formidavelmente o protesto popular.


Em 23 de fevereiro (8 de março), foi deflagrada uma greve geral que se estendeu por toda Petrogrado. Nesse mesmo dia ocorre uma gigantesca manifestação de mulheres, preparada e convocada pelos bolcheviques. Milhares de mulheres tomaram as ruas em protesto contra a fome, a guerra e o czarismo.

Em 25 de fevereiro, a greve se converte em greve política geral. O Comitê de Petrogrado do Partido Bolchevique emite uma proclamação:

“Proletários de todos os países, uní-vos! A vida tornou-se impossível. Não há nada para comer. Não há com que vestirmo-nos e aquecermo-nos.

Na frente – o sangue, as mutilações, a morte. Fornada após fornada. Comboio após comboio, como rebanhos de gado, nossos filhos e nossos irmãos são enviados para o matadouro de homens. Não podemos calar-nos!

[...] Chegou o momento da luta aberta. As greves, comícios e manifestações não enfraquecerão a organização, antes a reforçarão. Aproveitai todas as ocasiões, todos os dias convenientes. Sempre e em toda a parte com as massas e com suas palavras de ordem revolucionárias.

[…] Chamai todos à luta. Mais vale morrer de uma morte gloriosa, lutando pela causa operária, do que sucumbir na frente para proveito do capital ou definhar devido a fome e aotrabalho esgotante”.

O relatório de um agente infiltrado de polícia observava assim as hostes da reação czarista: “Deve assinalar-se que entre as unidades militares chamadas para esmagar as desordens se observa simpatia pelos manifestantes, e algumas unidades, assumindo mesmo uma atitude protetora, encorajam a multidão dizendo: ‘avancem com mais força’”.

Operários assaltam postos policiais e cortam a ligação telefônica com o governo de Petrogrado. O Bairro de Narva foi tomado pelos insurretos.

Em 25 de fevereiro: choques violentos dos batalhões de operários contra as forças policiais. Desatou-se a mais brutal repressão e prisão de dirigentes bolcheviques. Indignadas com a repressão a 4ª companhia do regimento de Pavlovsk obrigou seus soldados a retornarem ao quartel. Verificou-se que mais de 20 soldados haviam passado para o lado dos manifestantes.

O núcleo dirigente bolchevique em Petrogrado decide converter a greve política em insurreição armada. Definiu-se pela confraternização dos manifestantes com os soldados rebelados, desarmamento das forças policiais, tomada dos arsenais, armamento dos operários, publicação de um manifesto em nome do Comitê Central do Partido Operário Social-Democrata Russo.

Na madrugada de 26 para 27 de fevereiro, o plano bolchevique começa a ser cumprido com decisão. Agitadores bolcheviques vão aos quartéis. Um após outro os regimentos unem-se aos operários.

O general S. Khabalov envia telegrama ao chefe do estado-maior, general M. Alexéev comunicando “Sua Majestade Imperial” que não conseguira restabelecer a ordem.

Na noite de 27 de fevereiro os primeiros deputados ao Soviete de Petrogrado eleitos nas empresas e nas unidades militares começaram a chegar para reunião no Palácio de Táurida. Mas quem ficou à frente do soviete não foram os bolcheviques. Estes, por terem sido os primeiros a se mobilizarem para o exército e ocuparem as primeiras linhas, tinham suas forças relativamente reduzidas e dedicavam-se às tarefas centrais do partido e da organização entre as massas.

Os esseristas (denominação para os socialistas revolucionários de base principalmente camponesa), mencheviques e outras correntes consideram que a revolução que acabara de se realizar fora uma revolução burguesa e insistem em entregar o poder à burguesia russa, favorecendo a formação de um Governo Provisório composto por representantes das classes dominantes. A monarquia luta desesperadamente por se restabelecer.

Enfraquecido, desmoralizado e sem base social para sustentar-se, o czar Nicolau II abdica. As cadeias da monarquia dos Romanov são quebradas pelas massas rebeladas que exigem a criação de uma república democrática.

Pelas ruas, colunas de fumaça negra revelam o que resta dos escombros de delegacias, prisões e outros edifícios administrativos do velho regime. Operários e soldados arrancam os símbolos imperiais, que ardem em festejadas fogueiras. Reacionários tentam fugir por todas as partes.

Em 28 de fevereiro, a greve geral eclode em Moscou. Perto da Praça Vermelha, a polícia abre fogo contra os manifestantes. Apoiados por soldados, os operários varrem os policiais abrindo caminho para o protesto popular. “Petrogrado despertou a Rússia”, escreveu Lenin mais tarde.

A revolução se desenvolve por todo o país onde viviam, à época, 97 milhões de russos e povos não-russos. Em fins de março de 1917 está estabelecido o Governo Provisório contando com o suporte do soviete de deputados operários, camponeses e soldados.

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1 Fonte: Albert Nenarókov, História Ilustrada da Grande Revolução Socialista de Outubro - 1917 na Rússia, mês a mês. Edições Progresso - Editorial “Avante!”

*25 de outubro pelo calendário juliano, então praticado na Rússia, que tem 13 dias de defasagem em relação ao calendário gregoriano, adotado em todo ocidente e outros países, corresponde ao dia 7 de novembro.

** Utilizaremos aqui sempre as datas conforme o calendário juliano, destacando sempre nas datas mais importantes sua correspondência também no calendário gregoriano.



 Traducción al español inoficial
 
La A + A-
Rusia: 1917 - 2017: 100 Años de la Gran Revolución Socialista de Octubre
XV años, N ° 184. - 2ª quincena de febrero y Mar. 1ª mitad del 2017
Centro de Estudios dl marxismo-leninismo-maoísmo


A las 22 horas del 25 * de octubre (7 de noviembre) de 1917, el rugido de los cañones del crucero Aurora, barco de guerra controlada por la flota del Báltico, anunció el estallido del levantamiento.

Dirigido por el Partido Comunista de Rusia (bolchevique) - PC (b) bajo la jefatura del gran Lenin, a través de la violencia revolucionaria, el proletariado ha asaltado los cielos. Los fusiles de los soldados rojos y de las masas revolucionarias despiadadamente barrieron el centro del Poder del antiguo imperio militar-feudal zarista y tomaron el Poder político para el proletariado. El triunfo de la Gran Revolución Socialista de Octubre!

La revolución de 1917 en Rusia abrió en la historia de la humanidad la puerta a una nueva era: la era de la revolución proletaria mundial.
El trabajo de una lucha titánica del proletariado para establecer su partido de vanguardia que tenía en Lenin su creador y líder incuestionable.

Por primera vez, el proletariado, dirigido por el Partido Comunista triunfó en su lucha a muerte contra el imperialismo y estableció la dictadura del proletariado sobre la base de la sólida alianza con las masas campesinas, principalmente pobres, y otras clases revolucionarias.

Con este evento monumental, cuyo significado para la histórica universal ha determinado un cambio radical en todo el desarrollo de la sociedad contemporánea, son  indelebles en la historia del fin de la era del monopolio, del poder político de la burguesía y todas las demás clases explotadoras y el comienzo de una nueva era de lucha dura y prolongada por el socialismo y la victoria del comunismo.

Como parte de las celebraciones del centenario de la Revolución de Octubre, vamos a publicar en las páginas del períodico ADN  una serie de artículos que marcan los principales acontecimientos del año 1917, los preparativos para el levantamiento triunfante.
Triunfa la Revolución Democrática1

En 1905, la primera revolución rusa había sido derrotado y el país se había venido a caer más bajo con el terror de reacción aún mayor stolipyniana. El POSDR, Partido de los Trabajadores Socialdemócratas de Rusia (como se llama la organización de los marxistas de Rusia) se había dividido sobre cómo posicionarse contra la revolución burguesa en marcha en el país. El partido de Lenin no estaba listo para dirigir la revolución, sino que tomaría grandes lecciones. Aunque derrotada la revolución, las acciones armadas y huelgas siguieron ocurriendo hasta 1909. Sin embargo, el partido fue derrotado y el avance de la contrarrevolución, la capitulación y la negación del marxismo tomaron sus filas. Como se ha dicho por Stalin en el momento del funeral de Lenin, que éste, a diferencia de los vacilantes, era un "hombre de partido", no habían perdido la fe en la revolución y afirmaron que las contradicciones que hicieron que el estallido de la revolución de 1905 no se habían resuelto y que más tiempo menos tiempo, la situación revolucionaria de nuevo entraría en erupción. Es decir, que sí el partido se mantenía firme en la lucha contra la contrarrevolución, pronto estaría listo para llevar la revolución al triunfo.

Lenin y su fiel discípulo Stalin, que nunca han cambiado de partido – bolcheviques de por vida - sólo doce años después de la derrota estarian a la cabeza de la primera revolución socialista exitosa.

El año 1917 se había iniciado con el imperio ruso hundido en una profunda crisis, el país estaba agotado por casi cuatro años de guerra (Primera Guerra Mundial). El descontento de las masas fue visto notablemente mayor en las ciudades y en el país. Violentos levantamientos campesinos han tenido lugar contra el hambre, la guerra y por la tierra; las huelgas estallaron en los centros industriales. En febrero, el Comité de Petrogrado del partido bolchevique convocó a una serie de manifestaciones en el aniversario de 2 años de la represión a los diputados bolcheviques en la Duma, que habían sido condenados y desterrados a Siberia por hablar en contra de la guerra y de instar a las masas para derrotar al gobierno y por la transformación de la guerra imperialista en guerra civil revolucionaria.
Las acciones comenzaron el 10 de febrero. Más de 90 mil trabajadores de 58 empresas se lanzaron a las calles con consignas formuladas por los bolcheviques y cantando canciones revolucionarias. Hubo intentos de la policía para detener a los manifestantes que fueron firmemente rechazadas por las masas.

Los días 13 y 14 el malestar se extendió a otras ciudades. El día17 estalló la huelga de los obreros en la fábrica metalúrgica Putilov, que la administración reaccionó mediante el cierre de la empresa. El movimiento de apoyo a los trabajadores de las fábricas Putilov se fusionó con el aumento de las huelgas de la formidable protesta popular.

El 23 de febrero (8 de marzo), se ha desencadenado una huelga general que se extendió por todo Petrogrado. Ese día hubo una gigantesca manifestación de mujeres, preparadas y organizadas por los bolcheviques. Miles de mujeres salieron a las calles en protesta contra el hambre, la guerra y el zarismo.

El 25 de febrero, la huelga se convierte en una huelga política general. El Comité de Petrogrado del Partido Bolchevique emite una proclama:

"Proletarios de todos los países, uníos! La vida se ha vuelto imposible. No hay nada para comer. Sin que vestirnos y sin donde guarecernos.
Delante - la sangre, la mutilación, la muerte. Jornada tras jornada. Comboy tras comboy, como rebaños de ganado, nuestros hijos y hermanos son enviados al matadero de hombres. Nosotros no nos podemos callar!

[...] El tiempo ha llegado de la lucha abierta. Huelgas, concentraciones y manifestaciones no van a debilitar la organización antes la van a reforzar. Aprovechar cada ocasión, cada día conveniente siempre y en todo con las masas y con sus consignas revolucionarias.

[...] Llamen a todo a la pelea. Es mejor morir una muerte gloriosa, luchando por la causa de los trabajadores, de sucumbir en el frente para el beneficio del capital o languidecer a causa del hambre y la jornada de trabajo agotadora ".


El informe de un infiltrado de la policía por lo que observó a la reacción zarista: "Cabe señalar que entre las unidades militares llamadas para aplastar  los trastornos se observa la simpatía para los manifestantes, y algunas unidades, incluso asumiendo una actitud protectora, animar a la multitud diciendo: 'avanzar con más fuerza.' "

Trabajadores atacan estaciones de policía y cortan la conexión telefónica con el gobierno de Petrogrado. El distrito de Narva fue tomada por los insurgentes.

El 25 de febrero: choques violentos de los batallones de trabajadores contra la policía.Es la más brutal represión y detención de dirigentes bolcheviques. Indignado por la represión la cuarta compañía del regimiento de Pavlovsk obligó a sus soldados para volver a los cuarteles. Se encontró que más de 20 soldados habían pasado al lado de los manifestantes.
El núcleo oficial bolchevique en Petrogrado decide convertir la huelga política en un levantamiento armado. Definido por la reunión de los manifestantes con los soldados rebeldes, el desarme de la policía, toma de los arsenales, armamento de los trabajadores, la publicación de un manifiesto en nombre del Comité Central del Partido del Trabajo Socialdemócrata de Rusia.

En la madrugada del 26 al 27 de febrero, el plan bolchevique comienza a realizarse con determinación. Agitadores bolcheviques van a los cuarteles. Uno tras otro, los regimientos se unen a los trabajadores.

El General de S. Khabalov envía telegrama al jefe del Estado Mayor, el general M. Alexeyev Comunicar a "Su Majestad Imperial" que había fallado para restaurar el orden.

En la noche del 27 de febrero  los primeros miembros del Soviet de Petrogrado elegidos en las empresas y unidades militares comenzaron a llegar para hacer entrar al palacio de Táurida. Pero no fueron  los bolcheviques los que encabezaban este Soviet. Pero los  bolcheviques fueron los primeros en movilizar al ejército y ocupar las primeras líneas, tenían sus fuerzas relativamente pequeñas y dedicado a las tareas centrales del partido y la organización entre las masas.

Los esseristas (nombre de los socialistas revolucionarios, principalmente de base campesina), mencheviques y otras consideraban que la revolución tenía que llevar a cabo una revolución burguesa e insistian en entregar el poder a la burguesía rusa, favoreciendo la formación de un gobierno provisional compuesto de representantes de las clases dominantes. La monarquía estaba luchando desesperadamente para recuperarse.
Debilitado, desmoralizado y sin base social para sostener, el zar Nicolás II abdica. Las cadenas de la monarquía de los Romanov se rompen por las masas rebeldes que requieren la creación de una república democrática.

Las calles, las columnas de humo negro revelan lo que queda de las comisarías en escombros, también las prisiones y otros edificios administrativos del antiguo régimen. Los trabajadores y soldados arrancan los símbolos imperiales, que se queman en hogueras lo que se celebra por las masas. Reaccionarios tratan de escapar por todas  partes.

El 28 de febrero, la huelga general estalla en Moscú. Cerca de la Plaza Roja, la policía abrió fuego contra los manifestantes. Con el respaldo de soldados, los trabajadores barren a la policía allanando el camino para la protesta popular. "Petrogrado despertó Rusia", escribió Lenin después.

La revolución se desarrolla en todo el país en el que vivían en el momento 97 millones  pertenecientes a los pueblos ruso y no rusos. A finales de marzo de 1917 se estableció el Gobierno Provisional contando con el apoyo de los Soviéts de diputados obreros, campesinos y soldados.
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1 Fuente: Albert Nenarókov, Historia ilustrada de la gran Revolución de Octubre - 1917 en Rusia, mes a mes. Problemas Progreso - Editorial "! Adelante"

* 25 de octubre por el calendario Juliano, entonces practicado en Rusia, que tiene 13 días retrasan el calendario gregoriano, adoptado en todo el Occidente y otros países, corresponde al 7 de noviembre.

** Vamos a utilizar aquí siempre las fechas de acuerdo con el calendario Juliano, siempre destacando las fechas más importantes en su correspondencia también en el calendario gregoriano.