Samstag, 15. Juli 2017

A NOVA DEMOCRACIA: RJ: Familiares protestam contra genocídio nas favelas e exigem justiça para seus filhos

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Familiares protestam contra a morte de jovens nas comunidades do Rio

Na última quinta - feira, dia 06 de julho, no Centro do Rio de Janeiro, mães e familiares de vítimas da violência do velho Estado nas favelas promoveram uma manifestação contra o genocídio nas favelas e por justiça para seus filhos. O ato ocorreu em frente ao primeiro Distrito Policial - Praça Mauá, prédio em que também funciona a Corregedoria da Polícia Civil.
As mães denunciaram o covarde assassinato de seus filhos, jovens negros, pelas mãos da Polícia Militar, que todos os dias vem derramando sangue de nosso povo nas favelas. É o que mostraram os relatos indignados dos familiares na manifestação: 
- Eu quero que esses policiais paguem pelo crime, sejam presos por terem ceifado nossa vida e a dos nossos filhos. A nossa família tinha sonhos, sonhos que foram arrancados. Meu filho tinha 16 anos, ele era estudante e foi assassinado porque a polícia confundiu o seu saquinho de pipoca com drogas! E hoje estou aqui com essas mães para pedir justiça! Pois a Delegacia de Homicídios da Barra não fez uma investigação justa e verdadeira do caso. - afirmou uma das mães, Janaína, moradora do Borel.
- A polícia já entra nas favelas pensando em tirar vida, impunidade dá força para que eles continuem cometendo assassinatos. Quando matam nossos filhos matam uma família inteira. Além dessa polícia ser assassina e covarde, os mesmos têm o hábito de criar histórias a respeito da morte de jovens negros dizendo serem sempre bandidos e assim ficam impunes do crime que cometeram. A polícia chega na favela e sai matando os mais pobres e humildes em nome da “guerra às drogas”! Será que é guerra as drogas mesmo ou é guerra aos pobres?! Enquanto mães iremos continuar lutando pela verdade e memória de nossos filhos! - denunciou Ana Paula de Oliveira, de Manguinhos
-  Meu filho morreu com 13 anos de idade, estava jogando bola, quando a polícia entrou na favela e começou o tiroteio, então uma senhora caiu no chão meu filho foi ajuda-la, o policial viu que era uma criança salvando uma idosa e mesmo assim meu filho levou um tiro nas costas e até hoje não fizeram nada. E eu vou fazer de tudo para que a justiça do meu filho seja feita. afirmou Janaína, mãe do Cristian de Manguinhos
 Segundo depoimentos dos familiares em determinados casos houve perícia e investigação, porém, as mães relatam não terem sido comunicadas a respeito do assunto