Dienstag, 28. Februar 2017

Rússia: 1917 - 2017: 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro.-Rusia: 1917 - 2017: 100 Años de la Gran Revolución Socialista de Octubre





     inicioNº 184

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Rússia: 1917 - 2017: 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro
Ano XV, nº 184 - 2ª quinzena de Fev. e 1ª quinzena de Mar. de 2017    
Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo  


Às 22 horas de 25 de outubro* (7 de novembro) de 1917, o troar dos canhões do Cruzador Aurora, navio de guerra controlado pela Esquadra do Báltico, anunciou o desencadear da insurreição.

Dirigido pelo Partido Comunista da Rússia (bolchevique) – PCR(b), sob a chefatura do grande Lenin, por meio da violência revolucionária, o proletariado assaltou os céus. Os fuzis dos soldados vermelhos e das massas revolucionárias varreram impiedosamente o centro do velho império militar-feudal czarista e tomaram o Poder político para o proletariado. Triunfou a Grande Revolução Socialista de Outubro!

A Revolução de 1917 na Rússia abriu as portas da história da Humanidade para uma Nova Era: a era da Revolução Proletária Mundial.

Obra de uma luta titânica do proletariado por estabelecer o seu partido de vanguarda que teve em Lenin seu artífice e chefe inconteste.

Pela primeira vez, o proletariado, dirigido pelo Partido Comunista, triunfou em sua luta de morte contra o imperialismo e estabeleceu a ditadura do proletariado sobre a base da sólida aliança com as massas de camponeses, principalmente pobres, e demais classes revolucionárias.

Com este acontecimento monumental, cujo significado histórico universal determinou uma mudança radical em todo o desenvolvimento da sociedade contemporânea, foi marcado de forma indelével na história o fim da era do monopólio do poder político pela burguesia e demais classes exploradoras e o início de uma nova era de dura e prolongada batalha pela vitória do socialismo e do comunismo.

Como parte das celebrações do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro, publicaremos nas páginas do AND uma série de artigos marcando os principais acontecimentos do ano de 1917, dos preparativos à insurreição triunfante.

Triunfa a Revolução Democrática1

Em 1905, a primeira Revolução Russa havia sido derrotada e o país passara a viver sob o terror ainda maior da reação stolipyniana. O POSDR, Partido Operário Social-Democrata da Rússia (como se denominava a organização dos marxistas na Rússia) se dividira sobre como posicionar-se frente a revolução burguesa em curso no país. O partido de Lenin ainda não estava preparado para conduzir a revolução, mas iria tirar grandes lições. Embora derrotada a revolução, as ações armadas e greves seguiram ocorrendo até 1909. Porém, o partido fora desbaratado e com o avanço da contrarrevolução, a capitulação e a renegação do marxismo tomaram as suas fileiras. Como afirmara Stalin por ocasião dos funerais de Lenin, que este, ao contrário dos vacilantes, era um “homem de partido”, não perdera a fé na revolução e  afirmava que as contradições que fizeram eclodir a Revolução de 1905 não haviam sido resolvidas e que, tempo mais tempo menos, a situação revolucionária novamente eclodiria. Ou seja, que com os que se mantivessem firmes, combatendo a contrarrevolução, o partido estaria pronto para levar a revolução ao triunfo.

Lenin e seu fiel discípulo Stalin, que nunca mudaram de partido – bolcheviques toda a vida – apenas doze anos depois daquela derrota estariam à cabeça da primeira revolução socialista triunfante.

O ano de 1917 se iniciara com o Império Russo afundado numa profunda crise, o país estava exausto por quase quatro anos de guerra (Primeira Guerra Mundial). O descontentamento das massas se via aumentar extraordinariamente nas cidades e nos campos. Sucediam-se violentas insurreições camponesas contra a fome, a guerra e por terra; greves eclodiam nos centros industriais. Em fevereiro, o Comitê de Petrogrado do Partido Bolchevique convoca uma série de manifestações no aniversário de 2 anos da repressão aos deputados bolcheviques na Duma, que haviam sido condenados e degredados na Sibéria por se pronunciarem contra a guerra e exortarem as massas à derrota do próprio governo e a transformação da guerra imperialista em guerra civil revolucionária.

As ações tiveram início em 10 de fevereiro. Mais de 90 mil operários de 58 empresas tomaram as ruas agitando palavras de ordem formuladas pelos bolcheviques e entoando canções revolucionárias. Houve tentativas da polícia de prender manifestantes que foram firmemente rechaçadas pelas massas.

Nos dias 13 e 14 a agitação se estendeu para outras cidades. Em 17, operários deflagraram greve na fábrica metalúrgica Putílov, a que a administração reagiu fechando a empresa. O movimento de apoio aos operários da fábrica Putílov se fundiu com as greves aumentando formidavelmente o protesto popular.


Em 23 de fevereiro (8 de março), foi deflagrada uma greve geral que se estendeu por toda Petrogrado. Nesse mesmo dia ocorre uma gigantesca manifestação de mulheres, preparada e convocada pelos bolcheviques. Milhares de mulheres tomaram as ruas em protesto contra a fome, a guerra e o czarismo.

Em 25 de fevereiro, a greve se converte em greve política geral. O Comitê de Petrogrado do Partido Bolchevique emite uma proclamação:

“Proletários de todos os países, uní-vos! A vida tornou-se impossível. Não há nada para comer. Não há com que vestirmo-nos e aquecermo-nos.

Na frente – o sangue, as mutilações, a morte. Fornada após fornada. Comboio após comboio, como rebanhos de gado, nossos filhos e nossos irmãos são enviados para o matadouro de homens. Não podemos calar-nos!

[...] Chegou o momento da luta aberta. As greves, comícios e manifestações não enfraquecerão a organização, antes a reforçarão. Aproveitai todas as ocasiões, todos os dias convenientes. Sempre e em toda a parte com as massas e com suas palavras de ordem revolucionárias.

[…] Chamai todos à luta. Mais vale morrer de uma morte gloriosa, lutando pela causa operária, do que sucumbir na frente para proveito do capital ou definhar devido a fome e aotrabalho esgotante”.

O relatório de um agente infiltrado de polícia observava assim as hostes da reação czarista: “Deve assinalar-se que entre as unidades militares chamadas para esmagar as desordens se observa simpatia pelos manifestantes, e algumas unidades, assumindo mesmo uma atitude protetora, encorajam a multidão dizendo: ‘avancem com mais força’”.

Operários assaltam postos policiais e cortam a ligação telefônica com o governo de Petrogrado. O Bairro de Narva foi tomado pelos insurretos.

Em 25 de fevereiro: choques violentos dos batalhões de operários contra as forças policiais. Desatou-se a mais brutal repressão e prisão de dirigentes bolcheviques. Indignadas com a repressão a 4ª companhia do regimento de Pavlovsk obrigou seus soldados a retornarem ao quartel. Verificou-se que mais de 20 soldados haviam passado para o lado dos manifestantes.

O núcleo dirigente bolchevique em Petrogrado decide converter a greve política em insurreição armada. Definiu-se pela confraternização dos manifestantes com os soldados rebelados, desarmamento das forças policiais, tomada dos arsenais, armamento dos operários, publicação de um manifesto em nome do Comitê Central do Partido Operário Social-Democrata Russo.

Na madrugada de 26 para 27 de fevereiro, o plano bolchevique começa a ser cumprido com decisão. Agitadores bolcheviques vão aos quartéis. Um após outro os regimentos unem-se aos operários.

O general S. Khabalov envia telegrama ao chefe do estado-maior, general M. Alexéev comunicando “Sua Majestade Imperial” que não conseguira restabelecer a ordem.

Na noite de 27 de fevereiro os primeiros deputados ao Soviete de Petrogrado eleitos nas empresas e nas unidades militares começaram a chegar para reunião no Palácio de Táurida. Mas quem ficou à frente do soviete não foram os bolcheviques. Estes, por terem sido os primeiros a se mobilizarem para o exército e ocuparem as primeiras linhas, tinham suas forças relativamente reduzidas e dedicavam-se às tarefas centrais do partido e da organização entre as massas.

Os esseristas (denominação para os socialistas revolucionários de base principalmente camponesa), mencheviques e outras correntes consideram que a revolução que acabara de se realizar fora uma revolução burguesa e insistem em entregar o poder à burguesia russa, favorecendo a formação de um Governo Provisório composto por representantes das classes dominantes. A monarquia luta desesperadamente por se restabelecer.

Enfraquecido, desmoralizado e sem base social para sustentar-se, o czar Nicolau II abdica. As cadeias da monarquia dos Romanov são quebradas pelas massas rebeladas que exigem a criação de uma república democrática.

Pelas ruas, colunas de fumaça negra revelam o que resta dos escombros de delegacias, prisões e outros edifícios administrativos do velho regime. Operários e soldados arrancam os símbolos imperiais, que ardem em festejadas fogueiras. Reacionários tentam fugir por todas as partes.

Em 28 de fevereiro, a greve geral eclode em Moscou. Perto da Praça Vermelha, a polícia abre fogo contra os manifestantes. Apoiados por soldados, os operários varrem os policiais abrindo caminho para o protesto popular. “Petrogrado despertou a Rússia”, escreveu Lenin mais tarde.

A revolução se desenvolve por todo o país onde viviam, à época, 97 milhões de russos e povos não-russos. Em fins de março de 1917 está estabelecido o Governo Provisório contando com o suporte do soviete de deputados operários, camponeses e soldados.

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1 Fonte: Albert Nenarókov, História Ilustrada da Grande Revolução Socialista de Outubro - 1917 na Rússia, mês a mês. Edições Progresso - Editorial “Avante!”

*25 de outubro pelo calendário juliano, então praticado na Rússia, que tem 13 dias de defasagem em relação ao calendário gregoriano, adotado em todo ocidente e outros países, corresponde ao dia 7 de novembro.

** Utilizaremos aqui sempre as datas conforme o calendário juliano, destacando sempre nas datas mais importantes sua correspondência também no calendário gregoriano.



 Traducción al español inoficial
 
La A + A-
Rusia: 1917 - 2017: 100 Años de la Gran Revolución Socialista de Octubre
XV años, N ° 184. - 2ª quincena de febrero y Mar. 1ª mitad del 2017
Centro de Estudios dl marxismo-leninismo-maoísmo


A las 22 horas del 25 * de octubre (7 de noviembre) de 1917, el rugido de los cañones del crucero Aurora, barco de guerra controlada por la flota del Báltico, anunció el estallido del levantamiento.

Dirigido por el Partido Comunista de Rusia (bolchevique) - PC (b) bajo la jefatura del gran Lenin, a través de la violencia revolucionaria, el proletariado ha asaltado los cielos. Los fusiles de los soldados rojos y de las masas revolucionarias despiadadamente barrieron el centro del Poder del antiguo imperio militar-feudal zarista y tomaron el Poder político para el proletariado. El triunfo de la Gran Revolución Socialista de Octubre!

La revolución de 1917 en Rusia abrió en la historia de la humanidad la puerta a una nueva era: la era de la revolución proletaria mundial.
El trabajo de una lucha titánica del proletariado para establecer su partido de vanguardia que tenía en Lenin su creador y líder incuestionable.

Por primera vez, el proletariado, dirigido por el Partido Comunista triunfó en su lucha a muerte contra el imperialismo y estableció la dictadura del proletariado sobre la base de la sólida alianza con las masas campesinas, principalmente pobres, y otras clases revolucionarias.

Con este evento monumental, cuyo significado para la histórica universal ha determinado un cambio radical en todo el desarrollo de la sociedad contemporánea, son  indelebles en la historia del fin de la era del monopolio, del poder político de la burguesía y todas las demás clases explotadoras y el comienzo de una nueva era de lucha dura y prolongada por el socialismo y la victoria del comunismo.

Como parte de las celebraciones del centenario de la Revolución de Octubre, vamos a publicar en las páginas del períodico ADN  una serie de artículos que marcan los principales acontecimientos del año 1917, los preparativos para el levantamiento triunfante.
Triunfa la Revolución Democrática1

En 1905, la primera revolución rusa había sido derrotado y el país se había venido a caer más bajo con el terror de reacción aún mayor stolipyniana. El POSDR, Partido de los Trabajadores Socialdemócratas de Rusia (como se llama la organización de los marxistas de Rusia) se había dividido sobre cómo posicionarse contra la revolución burguesa en marcha en el país. El partido de Lenin no estaba listo para dirigir la revolución, sino que tomaría grandes lecciones. Aunque derrotada la revolución, las acciones armadas y huelgas siguieron ocurriendo hasta 1909. Sin embargo, el partido fue derrotado y el avance de la contrarrevolución, la capitulación y la negación del marxismo tomaron sus filas. Como se ha dicho por Stalin en el momento del funeral de Lenin, que éste, a diferencia de los vacilantes, era un "hombre de partido", no habían perdido la fe en la revolución y afirmaron que las contradicciones que hicieron que el estallido de la revolución de 1905 no se habían resuelto y que más tiempo menos tiempo, la situación revolucionaria de nuevo entraría en erupción. Es decir, que sí el partido se mantenía firme en la lucha contra la contrarrevolución, pronto estaría listo para llevar la revolución al triunfo.

Lenin y su fiel discípulo Stalin, que nunca han cambiado de partido – bolcheviques de por vida - sólo doce años después de la derrota estarian a la cabeza de la primera revolución socialista exitosa.

El año 1917 se había iniciado con el imperio ruso hundido en una profunda crisis, el país estaba agotado por casi cuatro años de guerra (Primera Guerra Mundial). El descontento de las masas fue visto notablemente mayor en las ciudades y en el país. Violentos levantamientos campesinos han tenido lugar contra el hambre, la guerra y por la tierra; las huelgas estallaron en los centros industriales. En febrero, el Comité de Petrogrado del partido bolchevique convocó a una serie de manifestaciones en el aniversario de 2 años de la represión a los diputados bolcheviques en la Duma, que habían sido condenados y desterrados a Siberia por hablar en contra de la guerra y de instar a las masas para derrotar al gobierno y por la transformación de la guerra imperialista en guerra civil revolucionaria.
Las acciones comenzaron el 10 de febrero. Más de 90 mil trabajadores de 58 empresas se lanzaron a las calles con consignas formuladas por los bolcheviques y cantando canciones revolucionarias. Hubo intentos de la policía para detener a los manifestantes que fueron firmemente rechazadas por las masas.

Los días 13 y 14 el malestar se extendió a otras ciudades. El día17 estalló la huelga de los obreros en la fábrica metalúrgica Putilov, que la administración reaccionó mediante el cierre de la empresa. El movimiento de apoyo a los trabajadores de las fábricas Putilov se fusionó con el aumento de las huelgas de la formidable protesta popular.

El 23 de febrero (8 de marzo), se ha desencadenado una huelga general que se extendió por todo Petrogrado. Ese día hubo una gigantesca manifestación de mujeres, preparadas y organizadas por los bolcheviques. Miles de mujeres salieron a las calles en protesta contra el hambre, la guerra y el zarismo.

El 25 de febrero, la huelga se convierte en una huelga política general. El Comité de Petrogrado del Partido Bolchevique emite una proclama:

"Proletarios de todos los países, uníos! La vida se ha vuelto imposible. No hay nada para comer. Sin que vestirnos y sin donde guarecernos.
Delante - la sangre, la mutilación, la muerte. Jornada tras jornada. Comboy tras comboy, como rebaños de ganado, nuestros hijos y hermanos son enviados al matadero de hombres. Nosotros no nos podemos callar!

[...] El tiempo ha llegado de la lucha abierta. Huelgas, concentraciones y manifestaciones no van a debilitar la organización antes la van a reforzar. Aprovechar cada ocasión, cada día conveniente siempre y en todo con las masas y con sus consignas revolucionarias.

[...] Llamen a todo a la pelea. Es mejor morir una muerte gloriosa, luchando por la causa de los trabajadores, de sucumbir en el frente para el beneficio del capital o languidecer a causa del hambre y la jornada de trabajo agotadora ".


El informe de un infiltrado de la policía por lo que observó a la reacción zarista: "Cabe señalar que entre las unidades militares llamadas para aplastar  los trastornos se observa la simpatía para los manifestantes, y algunas unidades, incluso asumiendo una actitud protectora, animar a la multitud diciendo: 'avanzar con más fuerza.' "

Trabajadores atacan estaciones de policía y cortan la conexión telefónica con el gobierno de Petrogrado. El distrito de Narva fue tomada por los insurgentes.

El 25 de febrero: choques violentos de los batallones de trabajadores contra la policía.Es la más brutal represión y detención de dirigentes bolcheviques. Indignado por la represión la cuarta compañía del regimiento de Pavlovsk obligó a sus soldados para volver a los cuarteles. Se encontró que más de 20 soldados habían pasado al lado de los manifestantes.
El núcleo oficial bolchevique en Petrogrado decide convertir la huelga política en un levantamiento armado. Definido por la reunión de los manifestantes con los soldados rebeldes, el desarme de la policía, toma de los arsenales, armamento de los trabajadores, la publicación de un manifiesto en nombre del Comité Central del Partido del Trabajo Socialdemócrata de Rusia.

En la madrugada del 26 al 27 de febrero, el plan bolchevique comienza a realizarse con determinación. Agitadores bolcheviques van a los cuarteles. Uno tras otro, los regimientos se unen a los trabajadores.

El General de S. Khabalov envía telegrama al jefe del Estado Mayor, el general M. Alexeyev Comunicar a "Su Majestad Imperial" que había fallado para restaurar el orden.

En la noche del 27 de febrero  los primeros miembros del Soviet de Petrogrado elegidos en las empresas y unidades militares comenzaron a llegar para hacer entrar al palacio de Táurida. Pero no fueron  los bolcheviques los que encabezaban este Soviet. Pero los  bolcheviques fueron los primeros en movilizar al ejército y ocupar las primeras líneas, tenían sus fuerzas relativamente pequeñas y dedicado a las tareas centrales del partido y la organización entre las masas.

Los esseristas (nombre de los socialistas revolucionarios, principalmente de base campesina), mencheviques y otras consideraban que la revolución tenía que llevar a cabo una revolución burguesa e insistian en entregar el poder a la burguesía rusa, favoreciendo la formación de un gobierno provisional compuesto de representantes de las clases dominantes. La monarquía estaba luchando desesperadamente para recuperarse.
Debilitado, desmoralizado y sin base social para sostener, el zar Nicolás II abdica. Las cadenas de la monarquía de los Romanov se rompen por las masas rebeldes que requieren la creación de una república democrática.

Las calles, las columnas de humo negro revelan lo que queda de las comisarías en escombros, también las prisiones y otros edificios administrativos del antiguo régimen. Los trabajadores y soldados arrancan los símbolos imperiales, que se queman en hogueras lo que se celebra por las masas. Reaccionarios tratan de escapar por todas  partes.

El 28 de febrero, la huelga general estalla en Moscú. Cerca de la Plaza Roja, la policía abrió fuego contra los manifestantes. Con el respaldo de soldados, los trabajadores barren a la policía allanando el camino para la protesta popular. "Petrogrado despertó Rusia", escribió Lenin después.

La revolución se desarrolla en todo el país en el que vivían en el momento 97 millones  pertenecientes a los pueblos ruso y no rusos. A finales de marzo de 1917 se estableció el Gobierno Provisional contando con el apoyo de los Soviéts de diputados obreros, campesinos y soldados.
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1 Fuente: Albert Nenarókov, Historia ilustrada de la gran Revolución de Octubre - 1917 en Rusia, mes a mes. Problemas Progreso - Editorial "! Adelante"

* 25 de octubre por el calendario Juliano, entonces practicado en Rusia, que tiene 13 días retrasan el calendario gregoriano, adoptado en todo el Occidente y otros países, corresponde al 7 de noviembre.

** Vamos a utilizar aquí siempre las fechas de acuerdo con el calendario Juliano, siempre destacando las fechas más importantes en su correspondencia también en el calendario gregoriano.

Montag, 27. Februar 2017

REVOLUCIÓN RUSA DE FEBRERO: LA BURGUESÍA NO DEBE DIRIGIR




Autor: Periódico El Pueblo (Chile)
REVOLUCIÓN RUSA DE FEBRERO: LA BURGUESÍA NO DEBE DIRIGIR



Rusia: revolución de febrero de 2017


Nota del editor:

Este año se cumplen 100 años de la gloriosa Revolución Rusa. Los obreros y campesinos rusos mostraron el camino a los pueblos del mundo. Por ello, estaremos aportando con textos que ayudan a conocerla y extraer sus principales lecciones. Hoy se cumplen 100 años de la Revolución de Febrero y dejamos a los lectores un extracto que relata sus principales hechos. Aunque son 100 años, las lecciones son totalmente vigentes: la necesidad que el proletariado dirija la lucha revolucionaria, no confiar en la dirección de la burguesía y sus partidos oportunistas, ni menos aún en sus falsas promesas. Toda semejanza con la realidad no es coincidencia.Son lecciones que debemos extraer para el presente.

(Extraído del libro Historia del Partido Comunista Bolchevique de la URSS. Ediciones en Lenguas extranjeras, Moscú, 1939. Las palabras en negrita son nuestras).

La Revolución de febrero. – Caída del zarismo. – Constitución de los Soviets de diputados obreros y soldados. – Formación del Gobierno provisional. – La dualidad de poderes.

El año 1917 comenzó con la huelga del 9 de enero. Durante esta huelga, celebráronse manifestaciones en Petrogrado, Moscú, Bakú y Nizhni-Nóvgorod; el 9 de enero abandonaron el trabajo cerca de la tercera parte de los obreros de Moscú. Una manifestación de 2.000 personas fue disuelta violentamente por la policía montada en la avenida Tverskaia. En Petrogrado, los soldados se unieron a los manifestantes, en la calzada de Viborg.

“La idea de la huelga general -informaba la policía de Petrogrado- va ganando nuevos adeptos de día en día y adquiriendo la misma popularidad que en 1905”.

Los mencheviques y los socialrevolucionarios esforzábanse por encauzar el movimiento revolucionario incipiente dentro del marco conveniente para la burguesía liberal. Los mencheviques propusieron que el 14 de febrero, día de la apertura de la Duma, se organizase un desfile de obreros delante de ésta. Pero las masas obreras, marchando detrás de los bolcheviques, no desfilaron ante la Duma, sino en manifestación por las calles.

El 18 de febrero de 1917 estalló, en Petrogrado, la huelga de los obreros de la fábrica “Putilov”. El 22 de febrero pusiéronse en huelga los obreros de la mayoría de las grandes fábricas. El 23 de febrero (8 de marzo), Jornada Internacional de la Mujer, las obreras, respondiendo al llamamiento del Comité bolchevique de Petrogrado, lanzáronse a la calle en manifestación contra el hambre, contra la guerra y contra el zarismo. En Petrogrado, esta manifestación de las obreras fue apoyada con una acción huelguística general de los obreros. La huelga política comenzaba a convertirse en una manifestación política general contra el régimen zarista.

El 24 de febrero (9 de marzo), la manifestación se renovó con nuevos bríos. La huelga afectaba ya a cerca de 200.000 obreros.

El 25 de febrero (10 de marzo), el movimiento revolucionario se extendió a todo el Petrogrado obrero. Las huelgas políticas por distrito convirtiéronse en una huelga política general en toda la ciudad. Por todas partes surgían manifestaciones y choques con la policía. Sobre las masas obreras campeaban carteles rojos con estas consignas: “¡Abajo el zar!”, “¡Abajo la guerra!”, “¡Pan!”.

En la mañana del 26 de febrero (11 de marzo), la huelga política y la manifestación comenzaron a convertirse en intentos de insurrección. Los obreros desarmaban a la policía y a los gendarmes para armarse ellos. Pero el choque armado con la policía terminó con una matanza de manifestantes en la plaza Snamenskaia.

El general Jabalov, jefe de la región militar de Petrogrado, ordenó que los obreros se reintegrasen al trabajo el 28 de febrero (13 de marzo), conminando con enviar al frente a los que no acatasen esta orden. El 25 de febrero (10 de marzo), el zar cursa al general Jabalov esta orden imperativa: “Exijo que mañana se ponga fin a los desórdenes en la capital”.

Pero ya no era posible “poner fin” a la revolución.

El 26 de febrero (11 de marzo), la cuarta compañía del batallón de reserva del regimiento de Pavlovsk rompió el fuego, pero no contra los obreros, sino contra los destacamentos de guardias montados que habían comenzado a disparar contra los obreros. La lucha por ganarse a las tropas revestía el carácter más enérgico y tenaz, sobre todo por parte de las mujeres obreras, que se mezclaban entre los soldados, confraternizaban con ellos y les incitaban a ayudar al pueblo a derribar la autocracia zarista, tan odiada por él.

La dirección del trabajo práctico del Partido bolchevique corría, por aquellos días, a cargo del Buró del Comité Central del Partido, residente en Petrogrado, al frente del cual estaba el camarada Molotov. El 26 de febrero (11 de marzo), el Buró del C.C. lanzó un manifiesto llamando a las masas a proseguir la lucha armada contra el zarismo y a constituir un Gobierno provisional revolucionario.

El 27 de febrero (12 de marzo), las tropas de Petrogrado se negaron a disparar contra los obreros y comenzaron a pasarse al pueblo levantado en armas. En la mañana del 27 de febrero, los soldados sublevados no pasaban de 10.000; aquel mismo día por la noche, ascendían ya a 60.000.

Los obreros y soldados levantados en armas empezaron a detener a los ministros y generales zaristas y a sacar de las cárceles a los revolucionarios. Los presos políticos, puestos en libertad, se unían a la lucha revolucionaria.

En las calles había todavía tiroteo entre el pueblo y los guardias y gendarmes que habían emplazado sus ametralladoras en los tejados de las casas. Pero el rápido paso de las tropas al lado de los obreros decidió la suerte de la autocracia zarista.

Cuando la noticia del triunfo de la revolución en Petrogrado llegó a otras ciudades y al frente, los obreros y los soldados comenzaron a derribar por todas partes a los representantes de la autoridad zarista.

La revolución democrático burguesa de Febrero había triunfado.

La revolución triunfó, porque se puso al frente de ella la clase obrera, acaudillando el movimiento de masas de millones de campesinos vestidos de uniforme militar “por la paz, por el pan y por la libertad”. La hegemonía del proletariado fue lo que aseguró el triunfo de la revolución.

“La revolución ha sido obra del proletariado, que ha dado pruebas de heroísmo, ha derramado su sangre y ha arrastrado con él a las más extensas masas de los trabajadores y de la población más pobre…”, escribía Lenin en los primeros días de la revolución (Lenin, t. XX, págs. 23-24, ed. rusa).

La primera revolución, la revolución de 1905, había preparado el terreno para el rápido triunfo de la segunda revolución, de la revolución de 1917.

“Sin los tres años de formidables combates de clases y de energía revolucionaria desplegada por el proletariado ruso de 1905 a 1907, hubiera sido imposible una segunda revolución tan rápida, que ha cubierto su etapa inicial en unos cuantos días”, indicaba Lenin (Obra citada, pág. 13).

En los primeros días de la revolución, aparecieron ya los Soviets. La revolución triunfante apoyábase en los Soviets de diputados obreros y soldados. Los obreros y soldados levantados en armas crearon sus Soviets respectivos. La revolución de 1905 había revelado que los Soviets son los órganos de la insurrección armada y, al mismo tiempo, el germen del nuevo Poder, del Poder revolucionario. La idea de los Soviets vivía en la conciencia de las masas obreras y la pusieron en práctica al día siguiente de ser derribado el zarismo, aunque con la diferencia de que, mientras los Soviets creados en 1905 eran solamente Soviets de diputados obreros, los que se crearon en febrero de 1917 eran, por iniciativa de los bolcheviques, Soviets de diputados obreros y soldados.

Mientras los bolcheviques se ponían al frente de la lucha directa de las masas en las calles, los partidos oportunistas, mencheviques y socialrevolucionarios, preocupábanse de obtener puestos de diputados en los Soviets, alcanzando en ellos una mayoría propia. A este resultado contribuyó, en parte, el hecho de que la mayoría de los dirigentes bolcheviques se hallaban en la cárcel o en la deportación (Lenin se encontraba en la emigración, y Stalin y Sverdlov estaban deportados en Siberia), mientras los mencheviques y socialrevolucionarios se paseaban libremente por las calles de Petrogrado. Así se explica que los representantes de los Partidos oportunistas, los mencheviques y los socialrevolucionarios, se adueñasen de la dirección en el Soviet de Petrogrado y en su Comité Ejecutivo. Y otro tanto aconteció en Moscú y en otra serie de ciudades. Solamente en Ivánovo-Vosnesensk, Krasnoyarsk y algunos otros puntos lograros los bolcheviques tener la mayoría en los Soviets desde el primer momento.

El pueblo armado, los obreros y soldados, al enviar sus representantes al Soviet, veían en él el órgano del Poder popular. Entendían y creían que el Soviet de diputados obreros y soldados daría satisfacción a todos los anhelos del pueblo revolucionario y que su primer acto sería concertar la paz.

Pero el exceso de confianza de los obreros y soldados les jugó una mala pasada. Los socialrevolucionarios y mencheviques no pensaban ni remotamente en poner fin a la guerra, en conquistar la paz. Su propósito era aprovecharse de la revolución para proseguir la guerra. En cuanto a la revolución y a las reivindicaciones revolucionarias del pueblo, los socialrevolucionarios y los mencheviques entendían que la revolución ya estaba terminada y que el problema que ahora se planteaba era consolidarla y entrar en los cauces de la vida “normal”, de la vida constitucional, del brazo de la burguesía. Así, la dirección socialrevolucionaria-menchevique del Soviet de Petrogrado tomó todas las medidas que estaban en sus manos para ahogar el problema de la terminación de la guerra, el problema de la paz, y entregar el Poder a la burguesía.

El 27 de febrero (12 de marzo) de 1917, los diputados liberales de la Duma, confabulados entre bastidores con los líderes socialrevolucionarios y mencheviques, formaron el Comité provisional de la Duma, poniendo al frente de él al presidente de la cuarta Duma, al terrateniente monárquico Rodzianko. Algunos días después de esto, el Comité Provisional de la Duma y los líderes socialrevolucionarios y mencheviques del Comité Ejecutivo del Soviet de diputados obreros y soldados, a espaldas de los bolcheviques, se pusieron de acuerdo sobre la formación de un nuevo gobierno en Rusia: el Gobierno provisional burgués, presidido por el príncipe Lvov, a quien el zar Nicolás II, ya antes de la revolución de Febrero, tenía en cartera como primer ministro para su gabinete. Entraron a formar parte del Gobierno provisional, el jefe de los kadetes, Miliukov, el jefe de los octubristas, Guchkov, y otros destacados representantes de la clase capitalista; en calidad de representante de la “democracia”, fue incorporado al gobierno el socialrevolucionario Kerenski.

De este modo, los líderes socialrevolucionarios y mencheviques de Comité Ejecutivo de Soviet entregaron el Poder a la burguesía; informando de ellos después de producirse el hecho, el Soviet de diputados obreros y soldados refrendó por mayoría de votos la conducta de aquellos líderes, a pesar de las protestas de los bolcheviques.

Y así se formó en Rusia un nuevo Poder estatal, compuesto -como decía Lenin- por representantes de “la burguesía y de los terratenientes aburguesados”.

Pero, al lado del gobierno burgués, existía otro Poder: el Soviet de diputados obreros y soldados. Los diputados soldados del Soviet eran, fundamentalmente, campesinos movilizados para la guerra. El Soviet de diputados obreros y soldados era el órgano de la alianza de los obreros y campesinos contra el Poder zarista y, al mismo tiempo, el órgano de su Poder, el órgano de la dictadura de la clase obrera y de los campesinos.

Se estableció, pues, un original entrelazamiento entre dos poderes, entre dos dictaduras: la dictadura de la burguesía, encarnada en el Gobierno provisional, y la dictadura del proletariado y de los campesinos, representada por el Soviet de diputados obreros y soldados.

Se estableció una dualidad de poderes.

¿Cómo se explica que en los Soviets tuviesen mayoría, al principio, los mencheviques y socialrevolucionarios?

¿Cómo se explica que los obreros y campesinos triunfantes entregasen voluntariamente el Poder a los representantes de la burguesía?

Lenin explicaba esto por los millones de hombres inexpertos en política que habían despertado con ansias de participar en la vida política. Eran, en gran parte, pequeños propietarios, campesinos, obreros que hasta hacía poco trabajaban en el campo, hombres que ocupaban un lugar intermedio entre la burguesía y el proletariado. Rusia era, por aquel entonces, el más pequeñoburgués de todos los grandes países europeos. En este país, “la gigantesca ola pequeñoburguesa lo inundaba todo, ahogaba al proletariado consciente, no sólo por su volumen, sino también ideológicamente: es decir, contagiaba, infestaba a sectores extensísimos de obreros con sus ideas políticas pequeñoburguesas” (Lenin, t. XX, pág. 115, ed. rusa).

Esta ola de elementos pequeñoburgueses fue también la que sacó a la superficie a los partidos pequeñoburgueses mencheviques y socialrevolucionarios.

Otra causa que Lenin señalaba, era el cambio operado durante la guerra en cuanto a los elementos que componían el proletariado, y el insuficiente nivel de conciencia y de organización del proletariado en los primeros momentos de la revolución. Durante la guerra, habíanse operado cambios considerables en la composición del proletariado. Cerca de un 40 por 100 de los cuadros obreros habían sido movilizados militarmente. Con el fin de sustraerse a la movilización, se metieron en las fábricas, en los años de guerra, muchos pequeños propietarios, artesanos y tenderos, ajenos a la psicología proletaria.

Estos sectores obreros de tipo pequeñoburgués eran un terreno abonado para el cultivo de los políticos pequeñoburgueses, mencheviques y socialrevolucionarios.

He aquí por qué las grandes masas del pueblo, inexpertas en política, inundadas por la oleada de los elementos pequeñoburgueses y emborrachadas por los primeros éxitos de la revolución, marcharon durante los primeros meses de ésta a la zaga de los partidos oportunistas y se prestaron a ceder a la burguesía el Poder estatal, creyendo ingenuamente que el Poder burgués no había de estorbar la labor de los Soviets.

Esto planteaba al Partido bolchevique la tarea de hacer ver a las masas, por medio de una paciente labor de esclarecimiento, el carácter imperialista del Gobierno provisional, la tarea de poner al desnudo la traición de los socialrevolucionarios y mencheviques, haciendo comprender a las masas que no era posible lograr la paz, sin substituir el Gobierno provisional por el Gobierno de los Soviets.

Y el Partido bolchevique tomó en sus manos esta empresa con toda energía.

El Partido reanudó la publicación de sus órganos legales de prensa. Cinco días después de la revolución de Febrero, ya comenzó a publicarse en Petrogrado la “Pravda” y, algunos días más tarde, apareció en Moscú “El Socialdemócrata”. Empezó a actuar a la cabeza de las masas que iban sobreponiéndose a la confianza en la burguesía liberal, en los mensheviques y socialrevolucionarios. Explicó pacientemente a los soldados y a los campesinos la necesidad de que actuasen juntamente con la clase obrera. Les hizo ver que los campesinos no obtendrían la paz ni la tierra, si la revolución no seguía avanzando, si el Gobierno provisional de la burguesía no era sustituido por el Gobierno de los Soviets.

RESUMEN

La guerra imperialista estalló como consecuencia de la desigualdad de desarrollo de los países capitalistas, como consecuencia de la ruptura del equilibrio entre las principales potencias, como consecuencia de la necesidad en que se veían los imperialistas de proceder a un nuevo reparto del mundo por medio de la guerra y de crear un nuevo equilibrio de fuerzas.

La guerra no habría adquirido un carácter tan desastroso, y hasta es probable que no hubiera llegado a tomar tales proporciones, si los partidos de la Segunda Internacional no hubiesen traicionado la causa de la clase obrera, si no hubiesen infringido los acuerdos de los congresos de la Segunda Internacional contra la guerra, si se hubiesen decidido a proceder activamente y poner en pie a la clase obrera contra sus propios gobiernos imperialistas, contra los incendiarios de la guerra.

El Partido bolchevique fue el único partido proletario que se mantuvo fiel a la causa del socialismo y del internacionalismo, organizando la guerra civil contra su propio gobierno imperialista. Todos los demás partidos de la Segunda Internacional, vinculados con la burguesía a través de su grupo dirigente, resultaron estar entregados de pies y manos al imperialismo, desertaron al campo de los imperialistas.

La guerra, reflejo de la crisis general del capitalismo, agudizó esta crisis y debilitó al capitalismo mundial. Los obreros de Rusia y el Partido bolchevique fueron los primeros del mundo que supieron aprovechar eficazmente la debilidad del capitalismo para romper el frente imperialista, derribar al zar y crear los Soviets de diputados obreros y soldados.

Las grandes masas de la pequeña burguesía, de los soldados e incluso de los obreros, embriagadas por los primeros éxitos de la revolución y confiadas en las seguridades que les deban los mencheviques y socialrevolucionarios de que en adelante todo marcharía bien, se dejaron llevar de la confianza en el Gobierno provisional, apoyaron a éste.

Ante el Partido bolchevique se planteaba la tarea de explicar a las masas de obreros y soldados, embriagadas por los primero éxitos, que aun había un largo trecho que recorrer hasta el triunfo total de la revolución, que mientras el Poder se hallase en manos de los Gobierno provisional de la burguesía y mandasen en los Soviets los oportunistas, los mencheviques y socialrevolucionarios, el pueblo no obtendría la paz, ni la tierra ni el pan; que, para que la victoria fuese completa, era necesario dar un paso más hacia adelante y entregar el Poder a los Soviets.

Algunos importantes post del Períodico el pueblo de Chiles




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HONDURAS APRUEBA LEY QUE CALIFICA A MANIFESTANTES COMO “TERRORISTAS”

HONDURAS APRUEBA LEY QUE CALIFICA A MANIFESTANTES COMO “TERRORISTAS”
Publicamos noticia que apareció en Radio Bio Bio y que a su vez fue tomada de Agence France-Presse, expresando nuestra máxima condena al terrorista Estado de Honduras. Pero no puede verse esto como algo ajeno a la realidad del Estado de Chile o de cualquier país capitalista, sobre todo los del tercer mundo, donde las “libertades” de la democracia burguesa son una ficción.
Expresamos nuestra solidaridad con el pueblo de Honduras y sus mejores hijos, quienes luchan por transformar la realidad social en su suelo. No olvidamos la Junta Militar Fascista de Pinochet que llamaba terroristas a todos quienes se oponían a su régimen, como también los últimos intentos por modificar la legislación y condenar en nuestro suelo a los manifestantes.
“El Congreso de Honduras aprobó este martes una reforma legislativa que califica como terroristas a los pandilleros y a los participantes en manifestaciones de protesta, pese a un fuerte rechazo de la oposición.
En una sesión del Congreso, integrado por 128 diputados de cinco partidos, el secretario del legislativo, Mario Pérez, sometió a votación un artículo del Código Penal que “tipifica como terrorista el delito de asociación ilícita”.
En el siguiente artículo, Pérez dio como aprobada la norma que establece que comete delito de terrorismo quien hace cualquier acto destinado a “intimidar o causar terror u obligar al Estado y organización internacional a realizar cualquier acto”.
Unas 2.000 personas, según estimaciones de la prensa, participaron en un mitin de protesta por estas decisiones del parlamento en las afueras del edificio.
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El paquete de normas denominado Ley para el Fortalecimiento y Efectividad de la Política de Seguridad, que establece penas de hasta 50 años de cárcel, fue enviado por el presidente Juan Orlando Hernández después de una intensa campaña progandística por medios de comunicación.

Ejemplo de El Salvador
Hernández ha insistido en que durante manifestaciones de movimientos sociales se cometen actos violentos, como incendiar negocios de comida rápida.
En rueda de prensa, previo a la sesión legislativa, el gobernante llamó a los diputados a aprobar la normativa, argumentando que hay que actuar antes de que las pandillas hagan lo mismo que en El Salvador.
En El Salvador las pandillas “decidieron enfrentar a las autoridades y eso provocó la muerte de más de 60 efectivos” y “por eso es que se han planteado reformas penales”, expresó.
Líderes de la oposición integrados en una alianza contra el gobierno, entre ellos el expresidente y diputado del partido Libertad y Refundación (Libre) Manuel Zelaya, rechazaron públicamente el proyecto en una rueda de prensa.
“Venganza”
El diputado de Libre Rasel Tomé dijo en la cámara que “el Estado no tiene que utilizar la venganza” contra las pandillas y que “la violencia no es solución para reducir los crímenes”.
Indicó que hay pandilleros sentenciados a 300 años de cárcel y eso no ha disminuido la violencia.
Honduras es uno de los países más violentos del mundo, con una tasa de 60 homicidios por cada 100.000 habitantes, más de seis veces el promedio mundial de 8,9.”

COMBATIVA MARCHA POR JUAN PABLO JIMÉNEZ: DIRIGENTE LUCHADOR RECORDADO POR SU PUEBLO

COMBATIVA MARCHA POR JUAN PABLO JIMÉNEZ: DIRIGENTE LUCHADOR RECORDADO POR SU PUEBLO
Este martes 21 de febrero, centenares de personas concurrieron a la marcha en conmemoración del dirigente sindical Juan Pablo Jiménez, cuando se cumplen 4 años de su impune asesinato y cada vez más sectores del pueblo exigen justicia.
Juan Pablo era presidente del sindicato N°1 de la empresa contratista Azeta, donde trabajó durante 10 años. En la marcha que conmemoraba su muerte, se oyeron cantos de lucha y consignas contra la subcontratación y contra la represión.
La policía, como perros del viejo Estado, también concurrieron en masa con un contingente desproporcionado, reprimiendo fuertemente a los manifestantes y apaleando a los detenidos en la misma comisaría, como denunciaron y se puede ver en los videos que circulan en la web.
Hoy, 4 años después de su muerte, jóvenes trabajadores toman su ejemplo de lucha por un sindicalismo clasista y revolucionario, justamente el día en que se cumplen 169 años de la primera edición del Manifiesto Comunista y que la lucha de los proletarios del mundo está más viva que nunca en el corazón de las masas.

EL PARTIDO COMUNISTA REVOLUCIONARIO DE CHILE (PCR)

EL PARTIDO COMUNISTA REVOLUCIONARIO DE CHILE (PCR)
El 16 de febrero de 1966 fue fundado el Partido Comunista Revolucionario de Chile, a partir de la unión de la organización comunista Espartaco y la Unión Rebelde Comunista.
La razón fundamental de la fundación del PCR, fue que la dirección del Partido “Comunista” de Corvalán había abandonado el comunismo y renunciado a la lucha contra la gran burguesía, los terratenientes y el imperialismo, optando por seguir la línea que desde el social imperialismo soviético establecía que con los enemigos del pueblo debe haber una “coexistencia pacífica” y que la lucha de clases debe trasladarse a las urnas electorales.
Habiendo renunciado al comunismo, la directiva revisionista comenzó a perseguir a los verdaderos comunistas dentro del Partido, desarrollando una acción de sabotaje contra las iniciativas de educación marxista y prohibiendo documentos del Partido Comunista de China, el que sostenía una discusión fundamental para el Movimiento Comunista a nivel mundial. Los comunistas chinos debatían con los revisionistas rusos problemas que  implicaban abandonar el socialismo o profundizar su construcción, los que pueden revisarse en el siguiente documento https://www.marxists.org/espanol/tematica/china/documentos/pol.pdf.
Dentro de su trabajo de propaganda destacan el Periódico El Pueblo y la revista Causa Marxista-Leninista, que se publicó mensualmente, conteniendo artículos de análisis político nacional, comunicados de organizaciones populares, entrevistas, noticias internacionales y actualizaciones sobre la guerra de liberación nacional en Vietnam y la guerra popular que en Colombia llevaba a cabo el PCML en ese entonces.
En su trabajo en el ámbito obrero fue importante la lucha por la libertad de los obreros de Saba, acusados de provocar un incendio a la fábrica de televisores y la campaña de solidaridad que se desarrolló.
En la lucha estudiantil, están las gloriosas jornadas del Pedagógico, donde corrieron a los corruptos de las JJCC e impulsaron una lucha estudiantil revolucionaria.
En el campo mapuche, el PCR levantó como iniciativa el Netuaiñ Mapu, organización política con la que llevó a cabo luchas y conquistas de tierra junto a comunidades mapuche.
Durante el gobierno de la junta militar fascista, el PCR dirigió varios grupos y células de combate antifascista.
Junto a esto, el PCR de Chile, a nivel internacional luchó contra el revisionismo que usurpó el Poder en la URSS y luego en China, participando en la redacción de la Declaración de Otoño (1980), que fue germen del Movimiento Revolucionario Internacionalista.
Sin embargo, en los primeros años de los 80, el PCR se disolvió, justo poco antes de que estallaran las primeras grandes protestas a nivel nacional. Con los comunistas dispersos, la propaganda del PCR y la propaganda maoísta dejó de circular en Chile.
Como Periódico El Pueblo, consideramos que es necesario conocer la experiencia de este Partido, que es parte de la experiencia en la búsqueda por un auténtico Partido Comunista en Chile durante los 60-70. El PCR fue un Partido que planteaba la necesidad de la revolución y el rechazo a las elecciones, la lucha antiimperialista y la lucha por la revolución democrática.
De esta experiencia es fundamental retomar las banderas de lucha de la revolución democrática contra sus enemigos: latifundio, imperialistas y grandes monopolios burgueses.
NOTA DEL PARTIDO COMUNISTA DE CHINA SOBRE LA FUNDACIÓN DEL PCR
“El Partido Comunista Revolucionario de Chile fue fundado en mayo [en realidad es febrero] pasado por el I Congreso de Marxista-Leninista de Comunistas Chilenos, según la información procedente de Santiago.
El Congreso fue organizado por la organización revolucionaria “Espartaco” y la “Unión Rebelde Comunista”, un número de comunistas que se separaron de la dirección revisionista del Partido, los que discutieron proyectos de documentos para el Congreso. Este consideró los proyectos de estatutos y programa y los informes sobre las políticas interna e internacional del Partido. La discusión demostró que los delegados al Congreso son unánimes en su opinión sobre los principios contenidos en estos documentos.
Según el comunicado, el Congreso eligió el Comité Directivo Nacional del Partido Comunista Revolucionario de Chile” (Pekín Informa, Número 31, 03 de agosto de 1966, p. 38).

CON LA FUERZA DE LOS QUE HAN LUCHADO POR EL PUEBLO

CON LA FUERZA DE LOS QUE HAN LUCHADO POR EL PUEBLO
Publicado en la edición impresa n° 55 de Periódico El Pueblo (enero 2017)
Este octubre-noviembre, los pueblos y trabajadores del mundo conmemoramos 100 años de la Revolución Rusa, gran hito que marca el fin de la época de las revoluciones burguesas y el inicio de la era de la Revolución Proletaria Mundial.
¿Por qué es tan importante la Revolución Rusa de 1917? Porque sobre las ruinas del dominio capitalista, la clase obrera tomó el control y el destino de su propio trabajo; poniendo fin al latifundio, el campesinado conquistó la tierra, los animales que en ella viven y los frutos que entrega; Jóvenes y niños, que antes eran lanzados hacia el consumo de alcohol y a la delincuencia, se convirtieron en una fuerza fresca y sana que impulsó la nueva sociedad. Después de toda una vida de trabajo, los ancianos ya no tuvieron que mendigar; la mujer fue reconocida en la práctica con las mismas capacidades y derechos que el hombre; a los únicos que se les prohibió actuar fue a los explotadores y contrarrevolucionarios.
La Revolución Rusa remeció la conciencia de los pobres del mundo y, en todos los países, la clase obrera junto a los campesinos pobres, se organizó en Partidos Comunistas, unidos y coordinados como secciones de la Internacional Comunista.
En Chile, las masas venían luchando por conquistar una vida feliz hace décadas. Luis Emilio Recabarren, jefe de la clase obrera, recorrió todo el territorio, organizó Sinfónicas, Sindicatos y Mancomunales, pero estas organizaciones, que lograban conquistas parciales no eran capaces de derrotar al enemigo de clase. Fue así como, viendo el ejemplo de los bolcheviques en Rusia, Recabarren dirigió la fundación del Partido Comunista como Sección Chilena de la Internacional Comunista, los días 1 y 2 de enero de 1922.
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II Congreso Internacional Comunista al que Recabarre asistió como delegado de Chile
Hoy, un siglo después de la Revolución Rusa, vemos que esta experiencia se encuentra completamente vigente y que es más urgente que nunca retomar su camino. Retomar el camino de Recabarren, el de organizar bajo un solo torrente las luchas del proletariado y el pueblo. ¿Por qué? Porque los trabajadores y pueblos oprimidos del mundo sufren cada vez más el peso del imperialismo, del capitalismo burocrático y de la semifeudalidad.
Hoy, la cantidad de las masas oprimidas es mucho mayor que en 1917 y la riqu­eza está en cada vez menos manos. Pero estos 100 años no han pasado en vano, pues a la Revolución Rusa le siguieron las Guerras Antifascistas, cuyo punto más alto fue la victoria sobre los nazis; la Revolución China y las Guerras de Liberación Nacional en todos los continentes. En lo ideológico y político, los pueblos se han forjado en dura resistencia a los explotadores y a los oportunistas que auxilian a los grandes magnates de la gran burguesía.
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Recabarren y los fundadores del Partido Comunista de Chile – Sección de la Internacional Comunista
En Chile, estos 100 años de la Revolución Rusa enseñan que lo más importante es que el proletariado y el pueblo deben armarse política e ideológicamente en un auténtico Partido Comunista, pues sin él no se puede conquistar el poder ni organizar la construcción de una nueva sociedad que resista los ataques del imperialismo y los reaccionarios locales. El camino de la “vía pacífica al socialismo”, que en realidad es una vía sangrienta para que se imponga el fascismo, no es una creación nacional, sino una política internacional del revisionismo (falsificadores del marxismo) y el oportunismo, por lo que debe romperse totalmente con ella.
Hoy vivimos tiempos magníficos. La situación internacional nos muestra que la revolución se impone con el ejemplo de las guerras populares en Perú, India, Filipinas y Turquía; las guerras de liberación nacional en Asia y África y las protestas populares en todos los países del mundo, ya sean imperialistas o semicolonias.
La situación nacional nos muestra que la lucha por la tierra del pueblo mapuche es punta de lanza de una nueva alza de las luchas y protestas, donde se incluyen una oleada de huelgas y luchas de la juventud popular, expresión de que se pierde el miedo a la policía y los explotadores.
Es por esto que resulta totalmente necesario retomar las rojas banderas de Lenin y Recabarren, desarrollando la lucha de nuestros pueblos y comprendiendo que no partimos de cero, sino que va­mos a cada batalla con la fuerza de todos los que nos han antecedido en la lucha.

RECORDANDO 28 AÑOS DEL TRIUNFO AFGANO SOBRE EL SOCIAL IMPERIALISMO SOVIÉTICO

RECORDANDO 28 AÑOS DEL TRIUNFO AFGANO SOBRE EL SOCIAL IMPERIALISMO SOVIÉTICO
Foto de portada corresponde a Muyaidines afganos durante la guerra contra la URSS social imperialista.
Nota del editor: este 15 de febrero se cumple un año más de la derrota soviética en Afganistán (1989) y con motivo de recordar el triunfo del pueblo afgano sobre el social imperialismo Soviético (socialistas de palabra, imperialistas en los hechos tras la muerte de Stalin), sugerimos el siguiente documental, el cual a pesar de no tener interpretación proletaria de los hechos, ofrece un recuento de las acciones más relevantes, develando en cierta medida la colusión y pugna en el actuar del imperialismo yanqui y ruso.
Esta guerra es otro ejemplo de la fuerza que contiene el campesinado más pobre cuando se levanta contra sus invasores. Atenazados por los intereses de dos potencias imperialistas y a pesar de ser dirigida su fuerza por una ideología feudal, el pueblo afgano se impuso a través de una extensa guerra de guerrillas.
Es importante destacar que para estos años, el gobierno soviético actuaba con total chovinismo y expansionismo imperialista, ya que el capitalismo había sido restaurado en la URSS mucho antes de la caída de la URSS. El capitalismo había iniciado su restauración desde el XX congreso del Partido Comunista de la Unión Soviética en 1956, el cual fue liderado por el revisionista Jruschov y sus seguidores, abandonando los principios del internacionalismo proletario aplicados por Lenin y Stalin en la construcción del socialismo.
Desde Periodico el Pueblo saludamos la persistente lucha del pueblo afgano contra los planes imperialista, demostrando que son tigres de papel. ­­­­­­­Hoy, junto a otros pueblos del extenso Medioriente Ampliado (como le puso EE.UU. a la región que le interesa depredar) resisten todos los golpes que los yanquis impulsan junto a su patota de terroristas de la OTAN en colusión y pugna con el imperialismo ruso.

OTRA ESCUELA MÁS OCUPADA COMO CAMPAMENTO POLICIAL EN TERRITORIO MAPUCHE

OTRA ESCUELA MÁS OCUPADA COMO CAMPAMENTO POLICIAL EN TERRITORIO MAPUCHE
Compartimos la declaración pública del Movimiento en Defensa de los Ríos del valle de Elicura donde denuncian que otra escuela se suma a la lista de instituciones ocupadas por el GOPE (Grupo de Operaciones Policiales Especiales) para reprimir, perseguir, amedrentar y servir al capital comprador, burocrático y feudal, al imperialismo y sus títeres locales.
“Declaración Pública:
Primero fue Pailahueque de la comuna de Ercilla, en La Araucanía, después el Liceo de Purulón en Los Ríos, ahora es el turno de Contulmo en el sur de Arauco, Región del Bío Bío. Tercer establecimiento educacional que es utilizado por el contingente policial enviado por el Ministerio del Interior a las zonas de conflicto, para dotar a las forestales de más protección.
En este caso, hay una pequeña diferencia, el establecimiento educacional es municipal, o sea, es administrado en su totalidad por una institución del Estado. Un contingente indeterminado de la nueva Prefectura Control y Orden Público está alojando en dependencias de la Escuela San Luis de Contulmo. Además de estar poblando de carabineros que están “haciendo vida” en el sector (durmiendo en hostales y residencias locales), están usando la escuela para alojar y guardar vehículos policiales. Todo esto, con el permiso del sostenedor del establecimiento, el alcalde (UDI) Mauricio Lebrecht Sperberg, el que además tiene una empresa que presta servicios forestales. La decisión de facilitarle dependencias de la Escuela a fuerzas especiales no fue discutida con el concejo municipal, fue una decisión tomada arbitrariamente por el alcalde e informada a la comunidad de manera solapada a través de una red social.
La Escuela San Luis es la escuela básica más grande de la comuna, sus instalaciones colindan con un jardín preescolar y con una sala cuna Integra. Estos tres establecimientos tienen en su patio trasero a un campamento policial, cuyos efectivos se pasean con trajes militares y armamento de guerra, violentando simbólicamente a la comunidad bajo el silencio de la dirección de la escuela, de la Dirección de Educación Municipal DAEM y la Fundación Integra. Esta situación viene a agravar la violencia racista que ha demostrado tener carabineros con la infancia mapuche. Esta vez se violenta también a todos los niños que viven y comparten los espacios que se supone están para protegerlos y educarlos. Uno de los argumentos que se escucha es que la ocupación de las dependencias es sólo en época de vacaciones, sin embargo, la escuela San Luis tiene una escuela de verano que agrupa a decenas de niños y niñas bajo diversas actividades recreativas y además sirve de alojamiento para decenas de niños, niñas y adolescentes que son parte de las orquestas que participan de la Semana Musical de Contulmo, por lo que este argumento se desmorona por completo.
La dirección provincial de Educación, ya recibió un reclamo anónimo a propósito de este tema, sin embargo, se quedaron con el reclamo en el escritorio y no se hicieron parte de ésta, quedando una vez más como cómplices y facilitadores de la vulneración de derechos de los niños, niñas y adolescentes que tienen a cargo.
Este es otro ejemplo más que cómo el Estado chileno, sobrepone los intereses empresariales de “seguridad” por los derechos de la gente que está viviendo en los territorios. Nuevamente se muestra el gasto que está haciendo el estado, en recursos de infraestructura para que la policía militar se inserte en los pueblos, ciudades y villorrios para cuidar los predios forestales en conflicto con las comunidades mapuche en resistencia.
Lo indignante e interesante es que su modo de operar no cambia, siguen entrando a los territorios evangelizando la naturalización de la violencia de estado, y qué mejor lugar que un colegio. El doble discurso es evidente. Por un lado hablan de intenciones de dialogo pero nos llenan de policía militar, se toman los colegios y las calles como si nos cuidaran de los depredadores, y no. Los depredadores son los que les dan las órdenes de allanar, de balear menores por la espalda, de cargar con municiones a comuneros mapuche, de torturar, de custodiar a una mujer engrillada que está pariendo, o de apresar a una autoridad espiritual del pueblo mapuche.
El contingente que llegó a Contulmo está para reprimir al pueblo mapuche, la “guerra” es contra la nación mapuche para apoderarse de sus recursos naturales y entre los daños colaterales tenemos a cientos de niños, niñas y adolescentes mapuche y no mapuche, conviviendo con hombres preparados para la guerra.
A 8 kilómetros de Contulmo, se encuentra el valle de Elicura. El año pasado se levantó un movimiento de resistencia contra Hidrowatt, empresa hidroeléctrica que pretende instalar tres centrales de paso, interviniendo los ríos Provoque y Elicura, afluentes que alimentan el lago Lanalhue, hoy contaminado y en serio riesgo de extinción.
El Movimiento en Defensa de los Ríos del Valle de Elicura en conjunto con algunas comunidades del sector, se encuentran en potencial conflicto con esta empresa española, la que además tiene comprados los derechos de exploración minera del cordón montañoso que rodea el valle, concluyendo así que la energía que pretenden generar con las centrales de paso son para solventar trabajos de explotación minera en un futuro cercano.
Por lo visto, una vez más el Estado, a través de su complicidad, financiamiento y facilitación de infraestructura pretende alimentar el negocio extractivista de las grandes empresas nacionales y extranjeras, ahora instalando un campamento del Gope en una escuela para reprimir la resistencia en el valle de Elicura y en todo el territorio en conflicto de la comuna de Contulmo. Hay que añadir también los violentos y constantes controles carreteros que los habitantes del sur de Arauco deben soportar como consecuencia de la militarización de la zona. Policías del Gope, armados con subametradoras, realizando labores de tránsito es también parte del escenario cotidiano que pretenden naturalizar.
Frente a esta situación, creemos que el municipio de Contulmo, la Dirección Provincial de Educación y el Alto Mando de Carabineros y la gobernación de Arauco deben dar una explicación a la comunidad. No es posible que con todo el recurso económico que el Estado gasta en protección policial para cuidar los predios de las forestales Arauco (grupo Angelinni) y Mininco (grupo Matte), ahora sean instituciones educacionales las que también faciliten infraestructura para proteger el negocio de estas dos familias y así reprimir al pueblo mapuche.
¡¡¡ Fuera las forestales, hidroeléctricas y mineras de nuestro territorio!!!
¡¡¡Basta de militarización!!!
Movimiento en Defensa de Los Ríos del Valle de Elicura. 
Contulmo, Wallmapu. 2017″

PROTESTAS EN FRANCIA CONTRA VIOLACIÓN DE POLICÍA A JOVEN NEGRO

PROTESTAS EN FRANCIA CONTRA VIOLACIÓN DE POLICÍA A JOVEN NEGRO
francia
La policía francesa violó con una porra policial a un joven negro, mientras efectuaban un control de detención en los sectores más pobres de París. La escena quedo grabada por una cámara municipal. El joven quedo gravemente herido y debió ser operado de urgencia, quedando con lesiones. El gobierno imperialista francés prometió investigar. Sin embargo, la policía señalo que fue un “accidente”. El trato brutal y cruel que las fuerzas policiales les dan a los pobres en los países imperialistas es el mismo trato represivo de la mano policíaca en las naciones oprimidas como nuestro país.
Publicamos información del Partido Comunista Maoísta de Francia:
“Una vez más, los policías se han distinguido por su crueldad. Theo, de 22 años, fue detenido por cuatro policías de manera ultra violentamente durante un control: además de más violencia, escupitajos y los insultos de siempre, los policías lo han violado empujando sus porras en el ano … Es un acto despreciable que demuestra la mentalidad racista y brutal que existe dentro de la policía. Fue sometido a la cirugía de emergencia después de la detención, por lo que ahora está en un estado muy lamentable. El médico le recetó 60 días de ITT y debe llevar una venda. Su familia y la profesión médica están preocupados por las consecuencias que podría tener.
Contrariamente a lo que es posible entender, la violencia policial no son “excepciones” Theo tuvo el buen sentido de ser colocado en el campo de una cámara. Un vecino también intervino. Pero esto no es por desgracia  el caso todo el tiempo. Con este caso ha salido a la superficie, el testimonio de la práctica policial cotidiana en las zonas populares.
Como Zyed y Bouna en 2005, como Adama Traoré el año pasado, los medios de comunicación, los políticos y la “Justicia” tomó partido inmediatamente por la policía, y sólo hoy, mientras el juez ha concedido la recalificación por violación de uno de los oficiales,el  IGPN trae como conclusión que habría habido una “violación accidental”! Realmente no se preocupan por nuestra cara!
El cuerpo de policía racista, xenófobo, que protege el Estado y los que tienen que aterrorizan a las clases oprimidas diariamente, especialmente a los negros y a  los árabes en los barrios pobres para disuadirlos de querer mejorar sus condiciones de vida y su mantenimiento en guetos. Actúa como una fuerza de ocupación colonial (citar como ejemplo las incursiones armadas flagrantes, los bloqueos y controles reforzados durante el Eid …).
Desde el sábado, los jóvenes, nerviosos en razón del enfrentamiento con la policía en Aulnay y en todo el 93. El presidente Hollande vino en persona para hacer la visita a Theo a su lecho. Pero ayer, los diputados aprobaron una ley que apoya descaradamente “la legítima defensa” de los policías, y recordar, IGPN considera el hecho cometido por la policía como una “violación accidental”.
Los cerdos tienen que pagar! Y lo hará, siempre y cuando la resistencia dispersa formará un solo río revolucionario que se llevará a este sistema podrido hasta la médula!
Justicia para Theo!
Policías, violadores, asesinos!”
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